Entrevista com a banda Making Noise diretamente do Rio de Janeiro RJ

Banda Making Noise fala do trabalho autoral e o diferencial que conquistou o público carioca

"Acredite no som que você faz, quanto mais autêntico, melhor", Wagner Ignacio.


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Há 28 anos a banda Making Noise está na cena fortalecendo o underground com seu trabalho autoral. Making Noise nasceu na Zona Oeste do Rio de Janeiro com um grupo de amigos de longa data que resolveram montar uma banda e “fazer barulho” é o significado do nome da banda e tocar muito rock 'n' roll. Já gravaram 2 CD’s mais 1 single e agora estão produzindo o 3° CD em breve nas plataformas digitais. Segundo informações do baterista Wagner Ignacio o sonho da banda é poder tocar no Circo Voador um dos maiores palcos do Brasil e abrir o show das bandas Replicantes, Titãs, Inocentes. O estilo musical é o bom e velho Rock 'n' roll e tem a pegada nos subgêneros: rockabilly, punk rock, surf music e um pouco de hardcore. Wagner destaca que apesar do nome da banda ser em inglês o som é em português e bem nervoso. Os shows são sempre enérgicos que acaba conquistando o público fiel, amantes do rock. Agradecemos a entrevista concedida para o blog, foi muito bom conhecer o trabalho de vocês e desejamos sucesso para a Making Noise!!!

Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a proposta da Making Noise?

Wagner Ignacio – fazer músicas simples e diretas com temas variados que podem ser reverentes e temas mais sérios. Com influências de bandas dos anos 70 e 80 de punk, pós-punk.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual o estilo musical da banda?

Wagner Ignacio – rock ‘n’ roll e a gente surfa em subgêneros como surf music,rockabilly, punk rock e um pouco de hardcore.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Integrantes

Wagner Ignacio Joacil nos vocais, Wagner Ignacio na bateria e backing vocal, Vagner Silva na guitarra e backing vocal e Dudu no contrabaixo e backing vocal.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Shows, eventos e festivais que a Making Noise participou

Wagner Ignacio – nos anos 90 tocamos no Garage que é uma casa muito famosa no RJ. Tocamos em todas as lonas culturais, casas noturnas e botecos dentro do underground. Tocamos nos shows como Rato no Rio que é um Festival de várias bandas underground daqui do RJ, tocamos no evento da Maldita Fluminense FM, no Teatro Oscar Niemeyer em Niterói, no Festival União de Motos, uma estrutura impecável e esse foi o show mais recente do Making Noise e foi bem legal pra banda.

  

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Blog Alessandra Paim Jornalista - Fale um pouco do projeto autoral

Wagner Ignacio – O Making Noise é uma banda autoral no Rio de Janeiro que gravou seu 1° CD demo em 1998 pra 99. E esse período é muito difícil fazer uma gravação. A galera que vai ver essa entrevista sabe que nessa época era difícil conseguir gravar suas próprias músicas. O 1° se chama “Poeira Atômica” e o segundo foi em 2004 que chama “Vamos acabar com tudo” com letras mais diretas, sem papas na língua e sons mais acelerados. Depois de alguns anos a banda gravou um single que é” Os Et's invadem a TV “e logo depois veio o 1° videoclipe. Atualmente, a banda está terminando de gravar o 3° disco. Em breve a gente vai lançar nas plataformas digitais.

 Blog Alessandra Paim Jornalista - Repertório

Wagner Ignacio – o repertório é composto de músicas autorais da banda e a gente costuma incluir uma ou duas músicas das bandas que nos influenciou como Replicantes, Ratos de Porão, Titãs, Garotos Podres, Ramones que são as nossas principais influências. Cada integrante tem influências diferentes.


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Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a música mais pedida nos shows?

Wagner Ignacio – é a música “Ana Maria”, é uma música no início da banda. Antes da gente gravar, a gente tocava nos shows e primeiro a gente fazia a primeira passagem da música, tinha um refrão e a galera já estava cantando. Porque é uma música bem fácil de assimilar, bem chiclete e irreverente que a gente faz uma brincadeira com o bolinho Ana Maria. E as pessoas gostam muito de cantar juntos. Tem “Billy Veloz” que é um rock ‘n roll que o pessoal pede.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual o diferencial da Making Noise?

Wagner Ignacio – a gente tem uma recepção muito legal em todos os lugares que a gente se apresenta. Desde quando as pessoas nunca ouviram o som da banda e conhece e isso pra mim é um diferencial.  A banda tem essa pegada de cativar o público, mesmo apresentando que as pessoas eventualmente não conhecem porque o underground é isso, muitas bandas estão tocando na pista e muita gente ainda não conhece. Então, o Making Noise apesar de ter uma longa estrada, pra muita gente é uma banda nova. Agora do ponto de vista do Wagner o diferencial é da gente ter essa amizade há anos. Porque não é só uma banda, é um grupo de amigos que resolveram formar uma banda que se conheceram através da música. Eu acho que isso é um grande diferencial porque manter uma banda é muito difícil, cada um tem suas vidas, então as coisas às vezes andam um pouco mais devagar. E eu acho que essa amizade é fundamental porque tem essa compreensão e a gente vai fazendo as coisas sem tropeçar, devagar vamos tocando o trabalho e isso é um diferencial pra gente.

 

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Blog Alessandra Paim Jornalista - Quais foram as influências musicais?

Wagner Ignacio – são diversas, as principais que nós 4 gostamos e influencia diretamente no som na banda:  Titãs, Replicantes, Raimundos e Ramones.

Blog Alessandra Paim Jornalista - O que a Making Noise poderia melhorar na sua opinião?

Wagner Ignacio – o que poderia melhorar é a frequência de shows, espaços melhores pra tocar, shows relevantes. É isso que a gente busca, a gente não sai tocando por aí em vários lugares, quando a banda se apresenta é um acontecimento, pra gente é algo muito importante. Talvez o que possa melhorar é existir locais com maiores oportunidades não só pra banda e sim para várias bandas boas do RJ aí a fora.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Público

Wagner Ignacio – o público é maravilhoso, sempre tem aquela troca de energia, aquela comunicação, a interação com o público, a resposta. Então, se torna tudo muito especial, dá uma energia, se tornando um momento único, até memorável. Todos os shows do Making Noise de anos pra cá tem sido intenso com essa troca com o público que é muito legal.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Onde a banda gostaria de tocar?

Wagner Ignacio – a banda tem um sonho de tocar em um dos maiores palcos do Brasil que é o Circo Voador, abrir um show de bandas como Replicantes, Inocentes, Titãs. A gente tem esse grande sonho. Outro é se apresentar também no Rock in Rio que é um grande festival, o maior do planeta. Inclusive, eu tive a experiência de tocar com uma antiga banda chamada Setor Bronx e eu pude vivenciar momentos incríveis e memoráveis lá. Eu gostaria muito que a banda Making Noise pudesse passar por isso e ter o seu devido espaço, seria incrível.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Wagner, fale do single “Os Et’s invadem a TV”.

Wagner Ignacio – é um single que a gente gravou no MK Estúdio em Bangu e produzida por Márcio Soares In Memorian. Ela tem uma história engraçada, eu que fiz ela no violão, era só instrumental. Eu cheguei pra mostrar pro Joacil o vocalista pra ele colocar letra E estava assim, nada vinha em mente e até que ele disse pra tocar novamente, aí ele pegou o jornal e começou a falar as celebridades que estavam em destaque no jornal e assim nasceu a letra. A gente caiu na gargalhada e o refrão virou “criaturas de outro planeta estão aqui para assustar e sequestrar as nossas crianças”. E em seguida continuava lendo os nomes que estavam no jornal e a música ficou pronta. E ficou daquele jeito mesmo, não mudamos muita coisa após aquele dia e então partimos para a gravação. Depois, tivemos o 1° clipe feito pelo Alex Zegarra, um excelente profissional daqui do Rio. Foi um privilégio ter trabalhado com Alex Zegarra fazendo esse clipe pra gente.  

Blog Alessandra Paim Jornalista - A Making Noise surgiu no Rio de Janeiro na década de 90. Como foi criar a banda no cenário musical nessa época? Fale da receptividade, numa visão geral?

Wagner Ignacio - apesar do cenário já não ser muito favorável naquela época e criar uma banda do zero, do underground, fazer músicas autorais sempre foi uma dificuldade muito grande. Apesar que naquela época, apesar de ter bandas relevantes como Charlie Brown Jr., O Rappa, Planet Hemp, Raimundos, apesar dessas bandas, não existia tanto espaço para o rock, para as bandas independentes se apresentarem. Locais com equipamentos adequados até a própria montagem da banda era com instrumentos emprestados, equipamentos emprestados, teve muita dificuldade nisso. E no início fazer shows era dessa forma, pra se ter um evento tinha que fazer o seu, juntava as bandas locais, cada um somava os equipamentos e fazia acontecer.

 

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Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual foi o local que a banda tocou e não gostou? E por quê?

Wagner Ignacio – o que a gente não gostou foi o que a gente não tocou. Por falta de organização da pessoa que chamou a banda pra tocar, falta de estrutura a banda deixou de tocar por causa disso, não tinha estrutura e nem organização. E outros shows que não é que não gostamos e sim devido os locais para ter um show autoral, não era adequado teve bares que foi uma toscaria só. Rolava ratazanas passando nos nossos pés e o show rolando solto, coisas surreais, mas na época com todas as dificuldades a gente fazia com muito amor pela música, porque gostamos mesmo de fazer. Retorno financeiro nunca tivemos, nesse período era muito precário as condições daquela época. Hoje está muito melhor.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Momentos marcantes

Wagner Ignacio – diversos momentos marcantes. Tentando buscar lá do início. Tinha um local chamado Circuladô em Campo Grande no RJ e a gente tocou no festival, era um concurso de bandas e existia uma banda lá que estava começando, também. E aquela época era aquela coisa, tinha que vender ingressos, isso fazia parte, o produtor chegava pras bandas e dava uma quantidade de ingressos para cada banda vender. Uma das bandas que estavam começando e tocando com a gente nesse concurso, inclusive ela foi campeã e nós ficamos em 2°, foi o Detonautas. E partir desse show, apesar da gente não ganhar, o estilo deles era bem mais apelativo, comercial e o Making Noise era mais voltado para um estilo mais punk rock naquela época. E a partir desse evento que participamos abriram várias portas para banda, várias portas pra rádios, como tocamos na Fluminense FM, rádios comunitárias, rádio Cidade. Isso marcou muito a gente, na época conseguir tocar numa rádio como a Fluminense FM que pra gente representa muito. Outros shows marcantes, cada show tem uma peculiaridade, é aquela troca de energia que mencionei anteriormente. Teve shows em lona cultural da galera subir no palco, pular, a lona de Bangu, o show do União de Motos, que foi maravilhoso. Apresentação no Garage, o Garage foi um sonho realizado, tocar nesse lugar, porque na época era um sonho de toda banda conseguir se apresentar lá. Tivemos muitas situações legais que são marcantes pra banda.

  

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Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a mensagem que você daria para as bandas novas que vem surgindo na cena underground?

Wagner Ignacio – a mensagem que eu deixo para as bandas novas é que elas acreditem no seu potencial, acredite na sua música. Não mude a forma de fazer música visando algo comercial porque o que a gente está precisando hoje em dia é autenticidade, música autêntica sem estar aquela coisa desesperada pra vender porque isso não dá certo. Quanto mais autêntico, melhor. Vou citar o exemplo da banda System of a Down que já foge um pouco do estilo, mas é uma banda que eu amo. O próprio baterista numa entrevista recente, disse da dificuldade da banda no início, que ninguém acreditava no som deles, era um som que não se encaixava em nada. Eles não conseguiam tocar na rádio porque não se encaixava dentro de um estilo. E teve rádios que se recusaram a tocar, no início. E olha onde a banda chegou, explodiu. Essa rádio que não quis tocar o som deles, teve recorde com o System of a Down. Isso é um grande exemplo de acreditar no som que você faz.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Atualmente, qual o maior desafio para a Making Noise?

Wagner Ignacio – o maior desafio é o investimento, não temos patrocínio. Tudo somos nós mesmos que fazemos.

Blog Alessandra Paim Jornalista - Contatos para shows

Wagner Ignacio – Direct do Insta da banda @makingnoiserj ou pelo meu celular Wagner Ignacio (21)98283-4822

Blog Alessandra Paim Jornalista - MENSAGEM

“Eu agradeço demais pelo contato e pelo espaço que você está nos dando e trazendo a oportunidade dos seus leitores, das pessoas que acompanham seu trabalho conhecer um pouquinho do Making Noise. Fica meu agradecimento a todos que seguem e acompanham o blog. Acompanhem também nossas redes sociais e espero que um dia possam assistir o show do Making Noise e se divertir com a gente. Um grande abraço, Let’s Rock”.

 

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Imagem Marcelo J Borges