Crucifixion Br referência do metal nacional, retorna para cena underground com novos projetos
A mensagem que o Crucifixion Br quer passar é de superação, da gente se olhar mais e ir com tudo rumo a vitória, Max Guterres.
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A banda Crucifixion Br foi fundada em Rio Grande, interior do
Rio Grande do Sul, radicada atualmente em São Paulo e está na cena metal desde 95.
No início a banda se chamava Hellish Prediction e com o tempo e pensando no
futuro, o vocalista Max Guterres mudou o nome para Crucifixion. Max ouvia os
álbuns do Sepultura Mórbid Vision e Bestial e se deparou com a
faixa Crucifixion. E tanto na música e no som resolveu mudar para
Crucifixion Br. Devido a questão do direito do nome, ele incluiu Br de Brasil. A
banda no começo era uma banda totalmente black metal e foi expandindo o estilo com
as influências que o guitarrista ouvia na época, death, thrash, oitentista e
até Doom metal. Ouvia desde Emperor Mayhem, My dying bride, Anathema
antigo Mórbid Angel antigo. Era uma mistura desses elementos e acabou
predominando o estilo death metal em primeiro plano e black no segundo. A proposta
do Crucifixion sempre foi misturar os estilos, sempre mantendo a essência da
banda, do som extremo, da obscura arte, além do som ser mais para o death metal
ainda continua com o ar do black metal. Participaram de grandes eventos no
cenário do metal, tocaram com a banda Krisiun, Attomica, Klaustofobia, abriram
para Dark Funeral. Tocaram com Vulcano, Nervochaos, Gama Bomb e outras bandas
renomadas do metal nacional. A banda Crucifixion Br lançou os álbuns "Destroying
the Fucking Disciples of Christ" (2014) e "Human Decay" (2021), as
demos “Live Possession”,"Diabolical Profecies" e "In the Shadows
of the Obscurity", o EP “War Against Christian Souls”. A banda teve
uma pausa de 02 anos devido ao acidente que o vocalista sofreu em 2022 e agora
estão voltando com força total, ensaiando a nova single do Crucifixion Br, “From
Hell I Rise” para em breve poder tocar, retornando às origens, subir aos palcos
novamente e fazer o metal extremo acontecer. O Crucifixion Br levou seu som
para outro país, numa turnê na Europa em 2015 onde tocou em várias cidades,
apresentando o melhor do metal nacional e foi um marco muito importante para o
Crucifixion. Atualmente a banda está composta por Max Guterres no vocal e
guitarra, Juliana Novo na bateria e Julian Richard no baixo. O vocalista e
guitarrista Max Guterres concebeu essa super entrevista para o blog e falou toda
a trajetória da banda Crucifixion Br. Desde as origens, discografia, estilos e
influências, festivais, a experiência da turnê na Europa, seu próximo single e
projetos futuros. Max, o blog agradece imensamente pela entrevista, foi excelente
conhecer o trabalho de vocês e sua história de resistência no underground metal.
Sucesso sempre para Crucifixion Br.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual o estilo musical e influências da Crucifixion br?
Max Guterres – desde o começo da banda a Crucifixion tinha
uma pegada mais para o black metal que era a intenção naquele momento, eu ouvia
muita coisa de black metal naquela época e ainda ouço. Mas era a influência
mais forte tanto no timbre, de guitarra, vocais e ao mesmo tempo tinha influências
de death, thrash, oitentista e até Doom metal que eu ouvia muito. Naquela época
variava de Emperor Mayhem, My dying bride, Anathema antigo Mórbid Angel antigo.
E era essa mistura desses elementos e depois com
o tempo a evolução natural com o 2° álbum do Crucifixion Human Decay, já
estava numa transição. Eu coloquei o death em primeiro e o black em segundo
termo. Sempre misturando os estilos, mais o death tendo sempre em evidência,
mudei o vocal, comecei a cantar com vocal mais death metal, mas na linha do Mórbid
Angel, do Vader como influência e deixando os vocais black metal em segundo plano.
Eu uso esses vocais para ficar alternados, mais o vocal principal é death tanto
quanto o som que é mais brutal com uma influência do Behemoth Death Metal, Mórbid
Angel, Vader deixando mais evidência na sonoridade. Crucifixion acabou
invertendo, colocando mais death e o som acabou ficando mais brutal, se tornou
mais direto, mas continuando com os nuances, sem perder o feeling que a Crucifixon
sempre teve. Não ficar bitolado a um estilo, misturando influências, mas
mantendo aquela característica do som extremo da obscura arte. O Crucifixion
ainda continua mantendo essa essência, apesar de ter mudado um pouco o som mais
para death metal, mas ainda continua com aquele ar do black metal estar ali
junto com essa nova fase.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Quais os eventos/festivais
que a banda participou?
Max Guterres - ao longo da história desde o interior gaúcho
a gente participou de eventos legais, um evento muito grande em Rio Grande que
se chama Festa do Mar. A gente invadiu com o nosso metal extremo, foi
uma noite histórica, foi até engraçado que os caras deixaram a gente tocar, mas
não queriam que eu cantasse com vocal extremo, com vocal mais limpo, aí eu
cantei com uma voz similar do Nick Holmes, vocal do Paradise Lost na época do
álbum Icon. Cortaram o nosso som, estava cheio de gente, estávamos com um
público grande lá em RS. Todo mundo virou de costas e foi o primeiro impacto que
a gente estava no caminho certo. Foi uma das primeiras datas especiais do Crucifixion.
Depois a gente foi expandindo, tocamos em Pelotas, depois com a mudança para
Porto Alegre tiveram shows no underground gaúcho, já mais central na Capital,
tocamos em todas as cidades metropolitanas. Já em SC tocamos no bar da Opinião
com Krisiun abrindo Assassinaton
Tour que foi um evento muito massa que ocorreu acho que foi em (2006). Teve
abertura com Dark Funeral que é uma banda que eu escutava muito na época, acho
que foi em 2009, foi muito massa, também. Tocamos em Canoas, São Leopoldo, Novo
Hamburgo, exploramos muito o RS. Isso depois do lançamento do Destroying,
principalmente depois do lançamento do EP e do 1° álbum oficial, abriu muitas
portas pra gente. Tocamos em 2014 no Guaru Metal Fest aqui em SP,
tocamos com Vulcano, Nervochaos, com outras grandes bandas do metal nacional
que eu sou fã, encontramos muita gente legal aqui. Encontrei o Toninho do
Oficial Sepultura Fã Clube, eu não conhecia, ele me recebeu muito bem como o
público de São Paulo. Em 2014/15 já divulgando o Destroying a gente tocou em vários festivais, tocamos com a
banda Attomica, com a banda Claustrofobia, tocamos numa praça com a banda
Torture Squad. Fizemos muitos shows nessa época e veio a pandemia e teve essa
pausa, depois da pandemia a gente ia abrir para Nervosa em Curitiba só que eu
tive um acidente grave e o Crucifixion não pode participar desse evento. Com
esse acidente tive que parar 02 anos para se recuperar O Crucifixion começou a
ensaiar em 2024 e a Juliana tinha saído, eu procurando baterista, mas já
compondo em casa nesse período. Já compus a música do próximo single “From
Hell, I Rise” que será lançado esse ano, estamos até ensaiando e Juliana voltou
para Crucifixion e já temos um single novo aí que estamos, em breve vamos lançar
nos futuros shows do Crucifixion. Falando dos festivais, vou citar a turnê da
Europa que fizemos com Crucifixion, foi muito massa. Passamos na Polônia,
Bélgica, Alemanha, Holanda em Amsterdam, no bar The Cave, Na Irlanda. Foi uma turnê de 1 mês,
foi em 2015.Uma experiência única e uma vitória de levar o trabalho do Crucifixion
no exterior, na Europa.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Fale das autorais
Max Guterres – o intuito da banda sempre foi de compor.
Sempre compus música autoral. Em relação as influências, no começo o Crucifixion
era uma banda mais black metal e ao mesmo tempo misturando outros estilos como
tempero, já mencionado anteriormente, deixando o som original. Depois com a
evolução musicalmente da banda a gente usa guitarra de 07 cordas, a gente toca
alguns covers como Sepultura, Funeral Rites, ARISE Medley com Dead Embrionic
Cells. Mas o propósito mesmo, o nosso maior set é autoral. O nosso trabalho,
nossos discos a nossa história que a gente quer conta, passar a nossa mensagem.
E coloca um cover aí, faz uma homenagem para as bandas que nos influenciou que
a gente ouve até hoje.
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Blog Alessandra Paim Jornalista - Público/Fãs
Max Guterres – o público sempre recebeu muito bem o Crucifixion
em todas as fases, principalmente no começo, nos 90s. O público era mais novo com
aquela energia, tinha muito mais gente naquela época, se consumia muito o heavy
metal no Brasil. Então, era muito lotado, desde o Rio Grande que a gente morava
lá no interior gaúcho, em Pelotas que a gente ia, eram shows lotados, era uma cena
forte em Pelotas de Du metal, em Rio grande era uma cena forte de metal, do
punk, hardcore, de cultura de música pesada, de música extrema. Depois em Porto
Alegre teve a fase boa também, como aqui em SP tivemos grandes experiências de
shows, sempre bom ver o público, aquele público que saca a mensagem da banda e
quer trocar ideias, falar sobre a arte sobre o som, se interessou, mexeu com a
pessoa. É muito legal esse contato, essa é a proposta do Crucifixion, não é só
a música, tem uma mensagem por trás e que cada pessoa interpreta de uma forma que
faça ela reagir de alguma uma forma positivamente pra poder lutar pra tudo que
dizem que não dá pra fazer, mas dá sim e a mensagem é essa do Crucifixion, nunca
abaixar a cabeça.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a diferença do Death
Black Metal dos outros estilos dentro do metal?
Max Guterres – o black death metal até é um tipo de rótulo
que eu coloquei, que tem bandas assim, né. Chamavam a gente desde o começo até
a época que era mais black que a gente sempre misturou influências como Du
metal e outros estilos já mencionados. O Death metal onde o death metal se
sobressai musicalmente, a sonoridade, o vocal a guitarra mais pesada, músicas
mais rápidas, com as coisas quebradas, trincadas, é um som mais brutal mais
encorpado. Mas tem as influências sim do black metal, também como a temática e
algumas nuances de arranjos. Acho que essa é a diferença do death black metal
pros outros estilos, cada estilo tem as suas particularidades. O black metal já
é com a voz e guitarra com um timbre tal, como thrash, Du metal, heavy e hard
rock. Enfim, cada elemento tem o seu tipo de som.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a mensagem que a
Crucifixion Br passa nas suas músicas?
Max Guterres – eu sempre me importei de passar uma mensagem
não só a música, não só tocar rápido, não só fazer caras e bocas e não passar
mensagem nenhuma ou só falar de coisas toscas. Claro, no começo do Crucifixion
lá atrás, tem algumas letras meio clichês e faz parte, eu era muito jovem e
também revoltado com a hipocrisia de muitas religiões que se mascaram lá atrás,
dizendo que é isso, aquilo, mas no fundo, em nome de Deus e faz tudo ao contrário.
O foco era mais isso, até o álbum Destroying The Fucking Disciples Of Christ é
um nome forte, a capa já representa entre o bem e o mal, tipo uma obra de arte.
Eu falei com o cara que fez a capa que é do RS que eu queria uma coisa antiga,
grega, uma pintura e reflete bem isso. É um protesto contra mais um cunho religioso
e tinha algumas letras de crises existenciais falando sobre a morte, coisas
mais clichês. Mas tem outras letras legais, até a própria letra da Destroying tem
umas partes bem interessantes, eu gosto muito da temática. Já o Human Decay
evoluiu tanto como som, como música, virou mais death metal mais encorpado,
mais pesado com o vocal mais trabalhado, com o lado cultural, usando vocais
mais rasgados do black metal com arranjos mais pesados com riffs massa, som mais violento e ao mesmo tempo tampado e eu
estou curtindo muito essa fase. Não foi uma pretensão, foi uma coisa que foi
mudando naturalmente tem um conteúdo lírico, eu escrevi, já tem uma evolução no
Human Decay que é a queda da humanidade. As letras passam mensagens de
não deixar ninguém falar de você, que você não é capaz, que você não consegue
evoluir, não abaixar a cabeça pra esse tipo de pessoa negativa que vem te
rebaixar de alguma forma. Tem esse contexto mais da gente olhar pra gente e fala
um pouco que o Crucifixion está aqui, a gente não parou, a gente está na luta,
na humildade fazendo que a gente ama, o que a gente gosta. Sendo verdadeiro no
que a gente faz, não querendo seguir regras, estamos sendo honestos na nossa
arte. Eu me preocupo muito com isso, tem as letras na Spotify que dá pra
colocar, cada pessoa que escutar o disco, ler a letra, de repente o que ela
estiver passando naquele momento vai ter uma interpretação pra ela e até
positiva pra encarar de outra forma, dar um chacoalhão ali. Vamos virar essa
página, vamos melhorar em tal aspecto, vamos superar todas as nossas
dificuldades, nossos carmas, nossos medos, nossos demônios. Enfim, é um disco
que fala de luta, de revolução e também tem adaptada a crítica, da hipocrisia
das religiões, que tem no Destroying mais de uma forma mais inteligente.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual (s) referência (s)
para a Crucifixon br em matéria de bandas de rock
Max Guterres - referência pra mim foi ouvir o Sepultura e
fez eu criar o Crucifixion, a paixão de ouvir o Sepultura no começo dos 90s e
eu surpreso que era do Brasil, não dava pra acreditar. Eu já estava ouvindo bandas
como Slayer outras de death metal, já estava rolando um material legal.
Referência foi Sepultura que me fez abrir essa vontade de fazer música de
entrar no meio do heavy metal, no metal extremo. E tudo que eu escutava como
raiz como Black Sabbath na fase do Ozzy, foi muito especial pra mim. Black
Sabbath e Sepultura foi importante pra criar o Crucifixion Br.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a ligação do estilo
com a religião. Fale um pouco a respeito
Max Guterres – Eu ouvia e era uma das maiores influências
no começo do Crucifixion BR, a cena norueguesa do Black Metal, Inner Circle Norueguês,
que estavam estourando naquela época, no começo dos 90s e acabei procurando
informações, o que eles falavam das letras, enfim e acabou me influenciando um
pouco. Depois eu fui atrás de material, ler sobre satanismo, ocultismo, mas eu
nunca quis entrar de cabeça, eu me identifiquei com algumas coisas naquele
momento, achei que pra mim tinha sentido, mas ao mesmo tempo, algumas outras
coisas escritas ali já não tinham sentido, tanta relevância pra mim e com o
tempo eu me desligo desse assunto e sigo a minha intuição. Procuro não fazer
mal a ninguém fazer o certo, tentar evoluir como ser humano. Então é isso, o
lance da religião era mais quando era mais jovem e interferiu até nas letras,
mas ao mesmo tempo não foi aquela coisa de entrar de cabeça porque ia acabar se
tornando um fanatismo e todo radicalismo tem suas falhas. Então, prefiro ser eu
mesmo e ter a minha própria fonte de espiritualidade. Mas continuo com alguns
pontos de protesto com a igreja, com o ser humano que usa e manipula as pessoas
através da religião com atitudes totalmente contraditória, não ajuda ninguém, o
mundo cada vez mais caótico, fome em todo lugar, guerra e nada é feito. O ser
humano ao invés de evoluir não consegue, nem com a pandemia que teve foi a
prova disso, as pessoas não caem na real. É um assunto bem complexo, eu acho
que é mais ou menos isso que tenho pra falar e as letras do Crucifixion como falei anteriormente está mais nessa
vibe, da gente olhar pra gente, fazer uma autorreflexão e também ter a crítica
do que está ao seu redor, no mais real, não deixar nem energia, nem tipo de
pessoa falar alguma coisa. Você sabe do teu caminho, você sabe o que pode fazer
ou não fazer só depende de você. Por essas pessoas que o Human Decay é
dedicado, que luta contra isso, com pessoas que falam uma coisa na sua frente e
nas suas costas estão te denegrindo ou o falso apoio, o falso abraço. Então é
isso, a gente tem que olhar muito pra gente, só depende de nós para qualquer tipo
de obstáculos. Essa é a mensagem que o Crucifixion quer passar, de superação,
da gente se olhar mais e ir com tudo rumo a vitória.
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Blog Alessandra Paim Jornalista - Max, em algumas
entrevistas você fala que se mudou do Rio Grande do Sul pra São Paulo. O motivo foi a Crucifixion br?
Max Guterres – foi um dos motivos, como foi também sair do
Rio Grande e se mover para Porto Alegre, pra ter mais visibilidade da nossa
música, da nossa arte. Então, naquele momento foi também se mudar pra SP
expandir os horizontes e foi muito gratificante e valeu muito a pena.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Fale dos álbuns da banda
Max Guterres – em relação aos álbuns, temos as demos
gravadas em Rio Grande no RS: Diabolical Profecies e In The Shadowds Of The
Obscurity, um live pirata que eu retirei gravações shows em Rio Grande da
festa do Mar e de um bar underground da cidade que passamos do VHS para cdr
áudio na época. Depois lançamos o EP Warr Against Christians Souls, após
o álbum debut Destroying e o Human Decay. já estou compondo a
segunda faixa do terceiro Álbum do Crucifixion BR,
acredito terá 8 faixas.
| Human Decay |
| Destroying the Fucking Disciples of Christ |
| Sakis Rotting Christ & Maxx Crucifixion BR após show Bar Opinião em Porto Alegre RS |
| Steve Asheim Batera do Decide e Maxx Crucifixion BR |
| Europe Crucifixion BR Tour 2015 - Opole Polônia |
Blog Alessandra Paim Jornalista - Quais os projetos futuros
da Crucifixion br?
Max Guterres – a gente está ensaiando o set novo, vai ter a
música Bomber que é do tributo. A nossa versão death metal vai estar no setlist
e vai estar bacana. A gente está preparando, vamos tocar também Funeral Rites, homenagem
aos velhos tempos do Sepultura e em cada show vamos intercalando. Vai ter
novidades, tentar encaixar mais um cover, mas ainda vou deixar em segredo, será
um clássico do death metal o que posso afirmar, por enquanto. Em cada show
vamos intercalar um cover e não vamos tocar o mesmo cover, então cada show
vamos tocar Sepultura e outro cover. Estamos ensaiando bastante e já tocando a
música do single que em breve vamos entrar em estúdio para gravar, “From
Hell I Rise” e já está no setlist que é um som novo que compus no final de
2024. Estamos nos preparando para divulgar e abrir a agenda. A intenção é
voltar aos palcos em breve.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Fale da single “From
Hell I Rise” que a banda vai lançar agora em 2025.
Max Guterres – eu compus esse single no final de 2024 ainda
na cadeira de rodas. Aprendi a mexer nos programas, comprei uma interface,
gravei aqui, fiz até um teaser. Aproveitei nesse tempo que eu estava parado, me
formei em marketing digital, acabei aprendendo essa área de edição de vídeo,
copywriter. Eu fiz um teaser, está nas páginas oficiais do Crucifixion com o
pedacinho dessa música. Essa música inédita vai estar no nosso set e é bem
brutal que é a sequência do Human Decay e a gravação estamos nos programando
mais pra frente gravar em breve esse single.
| Max Guterres guitarrista e vocal da Crucifixion Br |
Blog Alessandra Paim Jornalista - O que a banda precisa
melhorar na sua opinião?
Max Guterres – essa pausa do acidente que teve e o Julian
entrou de novo. convidei ele pra voltar em 2024, tentamos com o baterista novo
só que ele não quis seguir em frente, acabou dando alguns ruídos e ele decidiu
não seguir com o Crucifixion. Eu acho que com esse retorno de coisas que não
eram bacanas já foram eliminadas e esse retorno está mais sólido, mais
tranquilo, também. Estamos levando mais a sério e sem muita pressão porque todo
mundo tem seus trabalhos, seus projetos. A gente conversou bastante com a nova
formação, com o retorno da Juliana e estamos mais empolgados, com os pés mais
no chão, com uma maturidade maior e isso faz parte da evolução. Temos que andar
pra frente, eu acho que estamos melhorando e o que não encaixava não era muito
positivo pra nós foram eliminados. Estamos mais focados no propósito do Crucifixion
Br.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Vocês fizeram uma turnê na Europa. Conte pra nós essa experiência
Max Guterres – a turnê da Europa foi uma conquista para o Crucifixion, foi uma grande vitória pra nós. Foi muito bom, começamos na Polônia, em Opole numa cidade do interior, tocamos em 03 cidades da Polônia, e depois passamos pela Alemanha, Bélgica, Amsterdam, Irlanda, passamos na Inglaterra, mas a gente não tocou lá. Tocamos em Holando em Amsterdam no bar The Cave, foi muito massa. Tocamos na Irlanda onde tocamos em Dublin, onde Megadeth iria se apresentar. Encontramos o David Ellefson, baixista do Megadeth que filmou a gente. Tem esse vídeo registrado, ele com a câmera filmando, trocando ideias com a gente, gente boa pra caramba. Enfim, foi muito especial em todos os sentidos, uma experiencia muito válida pro cruci de estar em outro país, outra língua, outro público e receberam muito bem a gente e foi muito animal na Europa, equipamentos, shows, público, classe A
Blog Alessandra Paim Jornalista - Cite algo que impactou de
negativo para o cenário underground nacional
Max Guterres – o underground sempre sobreviveu, é muito
guerreiro como público. É admirável, tem muita gente trabalhando sério, tanto
as bandas quanto a parte de trás, bares, promotores, toda a equipe para
continuar fazendo underground nacional continuar tendo shows, tendo eventos e
não é fácil, eu sei convivi muito com isso. Um ponto negativo a meu ver o heavy
metal no Brasil infelizmente eu vejo isso, cada geração vai enfraquecendo de
certa forma, não renova, muitos jovens hoje em dia não querem consumir o heavy
metal. O underground como metal, como heavy metal nunca vai morrer está tendo
muitos eventos, muitos lugares de vários portes, portes underground nos bares,
casas medianas. A única coisa que julgo como negativo seria ter mais união das
bandas, entre o cenário e focar nisso. A questão de panelas que a gente sabe
que existe, aquela roda, é um ciclo fechado e é difícil furar a bolha. Quem tem
banda sabe disso, não estou falando que todo mundo é isso, a maioria está pelo
trabalho certo, honesto fazendo a diferença, mas infelizmente existe ainda esse
tipo de coisa. Falando por mim, já tenho experiência de anos, de gerações nesse
quesito e não me importo com isso eu
acho que cada banda tem que fazer a sua luta, fazer um bom ensaio, correr
atrás, acreditar no seu trabalho e procurar as pessoas certas que você vai
conseguir tocar num show legal, tocar numa casa estar inserido no underground.
A gente tem que correr por nós e acreditar no nosso trabalho e procurar as
pessoas certas que com certeza as coisas fluem e o underground está sempre
vivo, sempre lutando, sempre na resistência e isso é admirável.
Blog Alessandra Paim Jornalista - O que esperar daqui 10
anos na cena metal?
Max Guterres – o metal daqui há 10 anos vai continuar
resistindo a moda, as tendências, ao mercado, ao lance das tecnologias que fez
mudar bastante, mas acredito que a cena os shows o heavy metal vai estar vivo
ainda, não sei a força. Mas acredito que o heavy é um dos estilos que continua
sendo mais ouvido e morrer não vai. Espero ter uma renovação de público, de
repente de renovar o próprio estilo do heavy metal como teve vários movimentos
que deu vida ao rock, a música pesada. Enfim, o heavy vai estar mais vivo que
nunca, vai estar forte e firme durante toda essa longa trajetória.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Momento marcante positivo
e negativo pra Crucifixion Br
Max Guterres – positivo foi a mudança para Porto Alegre, a
continuidade do nosso trabalho naquela época, a gravação do 1° álbum que teve
uma receptividade muito boa, a abertura do Krisiun que a gente viu que estava
no caminho certo. Depois a parte de conseguir tocar com Dark Funeral, explorar
todo o RS, SC e depois vim pra SP. Conseguir tocar na Europa isso foi muito
positivo pro Crucifixion conhecer outro país, cultura, outros Estados no
Brasil, vários tipos de público. O negativo foi do acidente que tive que foi a
parte mais negativo que acabou me brecando, a gente ia tocar num festival
grande em Curitiba, ia abrir para a banda Nervosa, mas isso serviu como
aprendizado, me fortaleceu mais, evolui. Na realidade até as coisas ruins eu
consegui encarar e se tornam positivas e depende da forma que você vê e como
vai reagir, de qualquer aspecto, eu consegui enxergar de forma positiva. E o
Crucifixion está ai retornando com os pés no chão com mais tranquilidade e
maturidade e quando subir nos palcos vai dar o seu melhor, fazer um show que
vai lavar a alma tanto a minha que estou parado há um tempo como da banda. O nome
do Crucifixion retornando vai se especial encontrar a galera, os fãs o público
novo, as outras bandas que a gente vai dividir o palco, vai ser muito
gratificante pra mim, vai ser uma honra. Estou muito ansioso por esse retorno e
afirmo que às vezes os momentos ruins têm que acontecer, pode se tornar
benéfico pra sua vida, pra sua essência, para sua evolução,
Blog Alessandra Paim Jornalista - Contatos para shows
Max Guterres – no Instagram oficial da banda @crucifixionbr
Blog Alessandra Paim Jornalista - Mensagem da banda para o
blog e amantes do metal
“Agradecer em meu nome e do Crucifixion Br o espaço no blog. Muito obrigado pelo convite isso é muito importante para o Crucifixion que está retornando, estamos focados nos ensaios. Em breve estaremos prontos para subir aos palcos e falar para o público do metal nacional que estaremos aí tocando, fazendo shows novamente. Ter esse reencontro com a galera, espero que todos estejam firmes e fortes. Avante sempre, o metal nunca vai morrer, juntos somos mais fortes.E quem quiser conferir tem um teaser do meu projeto paralelo, que compus em casa na época do acidente , onde gravei todos instrumentos,vocais, fiz programação de bateria , e projeto de Doom Death Metal Experimental, onde exploro vocais limpos com extremo . Outras nuances em relacao ao Doom Metal. O meu projeto paralelo se chama Horizon 4 , música se chama Horizons , em breve divulgarei nas redes sociais,"Max Guterres.
| Após entrevista Pegadas de Andréas Kisset |
| Crucifixion BR e Dark Funeral no backstage bar opinião Porto Alegre RS |
| Crucifixion BR e Dark Funeral no backstage bar opinião Porto Alegre RS |
| Entrevista Exclusiva do Blog |