“O Sepultura nunca vai acabar e o legado vai continuar sempre vivo”, Raffael Fonseca.
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Sepultura Legacy é uma banda formada em 2022 radicada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Vem trazendo um trabalho incrível na cena metal, tocando as clássicas do Sepultura dos 90s. Um fã apaixonado pela banda Sepultura, Raffael Fonseca decidiu expressar toda a sua admiração pelo som, pelo trabalho do Sepultura montando uma banda Sepultura Legacy que entrega toda originalidade, toda energia e som que a banda Sepultura entregava nos shows, nos 90s. Raffael declara que a música é eterna e o som do Sepultura tem que continuar a ser lembrado, apresentando para essa nova geração o som raiz do Sepultura dos 90s. Depois que o Raffael viu o show "Return Beneath Arise" em 31/10/2018 em Belo Horizonte do Max e Iggor reacendeu aquela vontade de criar o Sepultura Legacy para homenagear, recriando com fidelidade possível a experiência de um show ao vivo, incluindo a sonoridade, o visual e a energia das apresentações originais do Sepultura. A banda Sepultura Legacy participou de eventos importantes na cena, já tocaram em São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe. Os integrantes da banda são compostos por Raffael Fonseca vocal e guitarra, Sanzio Rocha guitarra solo, Vinicius Soares bateria e percussões e Saulo Gontijo no baixo e vocal. Atualmente a banda vai continuar fazendo os shows e levando o legado do Sepultura para todos os fãs, explorando em seus repertórios o Lado B da fase de Ouro do Sepultura. O vocalista conta que este ano está focado em seu trabalho autoral com a banda Gorvok que também tem fortes influências do Sepultura. Raffa, fica o nosso super obrigado por essa entrevista incrível concedida para o Blog! Parabéns por esse trabalho sensacional que você vem fazendo junto com os demais integrantes do Sepultura Legacy, de resgatar a essência do Sepultura e levar para o palco a mesma adrenalina, a mesma energia que o Sepultura entregava nos 90s. Trabalhos como de vocês é primordial, fomentar sempre a essência de bandas que marcaram a história do rock! Let’s Sepultura!💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀💀
Blog Underground Alessandra Paim Jornalista
- De quem foi a ideia de criar uma banda cover do Sepultura?
Raffael Fonseca – a ideia foi minha e pra contar essa história
tenho que voltar lá atrás em 1992... época que comecei a tocar guitarra. Logo
após em 93 no show do Sepultura na Gameleira. Foi o show do Sepultura e
Ramones, lançamento do álbum Chaos Ad. Eu intensifiquei mais ainda no processo
pra tirar as músicas do Sepultura. A minha banda tocava muita coisa do Sepultura
do Bestial Devastation ao Chaos Ad. A
banda acabou, infelizmente, nosso baterista teve câncer e faleceu aos 18 anos e
esse projeto acabou ali. Porém, eu continuei tocando, fui fazer música autoral,
thrash metal autoral como música independente no Brasil era muito difícil
naquela época, eu tive que abandonar, mas não abandonei a música continuei
violão clássico, fui estudar canto. Mas a vida é difícil ... depois de muito
tempo em 2018, depois que eu vi o Max e Iggor Cavalera voltando pra Belo Horizonte a turnê "Return Beneath Arise". Eu
olhei pra aquilo foi como se tudo fizesse sentido e aquela veia dos 90s puxasse
tudo novamente, vi que eu poderia fazer aquilo. Todos nós já vimos vários
covers do Sepultura tanto em Belo Horizonte, São Paulo até fora do Brasil.
Especificamente sobre essa fase do Sepultura da época de ouro, da formação
clássica, geralmente os tributos, as bandas covers ficam a desejar nesse
quesito. Pra quem viu o Sepultura e conheceu a energia do som deles ao vivo,
como era diferente a apresentação ao vivo do CD, do som gravado, sabe do que
estou falando. E quando eu comecei a ensaiar, comecei a montar, chamar o
pessoal pra fazer e estudar o repertório com outros olhos, estudando mesmo, tirar
cada detalhe do Sepultura, tanto de performance de show quanto de disco, de
qualidade, mesma qualidade do material gravado. Aquilo começou a fazer mais
sentido principalmente em cima do palco. Toda aquela lembrança, de uma história
desde anos 90 vendo, consumindo Sepultura e no palco aquilo fez todo sentido
pra mim, principalmente a receptividade do público, dos fãs. Então, a proposta
de fazer o cover do Sepultura era essa de fazer da época clássica dos 90s até
96s. Mesmo que o Sepultura estando em atividade com Derrick Green a química, o
tipo do show que tinha nos 90s é diferente do que se apresentou depois em 98s
até os dias atuais e até o Soulfly também são 02 bandas diferentes do que foi
Sepultura da formação clássica. Então, é uma homenagem é um tributo que eu
trago pra todo mundo que conheceu o Sepultura dessa fase dos 90s. Eu trago esse
legado vivo pras pessoas que ainda não conhecem ou já conheceram e trago com tudo
isso a minha paixão, tudo aquilo que eu resgatei da minha memória para entregar
o melhor cover do Sepultura originário que eu pudesse fazer.
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- Qual foi o primeiro álbum ou música da banda original que marcou a vida de
vocês?
Raffael Fonseca – no meu caso específico foi o Arise em
91. Quando eu fui gravar uma fita cassete de um disco na casa de um amigo meu
que ele sempre comprava os lançamentos da época e os discos eram caros, então
eu gravava a fita cassete ele me mostrou o Arise que ele tinha acabado de
comprar e naquele dia eu ouvi a primeira faixa e já fiquei sem palavras, aquela
energia, aquele som. Eu fiz ele gravar o disco inteiro pra mim e comecei a
ouvir Sepultura 24h por dia e aquela música transportava pra outro mundo,
virava a madrugada escutando. Cheguei na loja já comprando os discos do
Sepultura e virei fã incondicional da banda. Quando veio a turnê do Sepultura, Chaos
Ad junto com Ramones na Gameleira em 93 ali pra mim foi o auge, o maior show da
minha vida, ver os 04 tocando no auge da sua performance e é uma coisa que
marcou muito e levo isso na memória até hoje.
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- Fale dos festivais e eventos que o Sepultura Legacy já participou e qual foi
o que mais impactou a banda de forma positiva?
Raffael Fonseca – com certeza o melhor foi a virada cultural em
2022. Nós tocamos no palco do viaduto da Serraria Souza Pinto às 04h da
madrugada. E estava lotado de fãs com a camisa do Sepultura, era de perder de
vista, era uma energia muito grande, esse show era uma troca de energia muito
grande, a plateia estava toda ali até as 04h da madrugada só pra ver o nosso
show. Era show gratuito da virada cultural e cada música do show parecia que Belo
Horizonte ia acabar, parecia que era o último dia do mundo, parecia que era o
apocalipse. Não tinha como ninguém ficar parado e acabou esse show nós saímos
de lá com alma lavada. Pra toda banda esse show foi o show que mais marcou.
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- Obviamente a maior influência é o Sepultura para a banda. Mas há outra (s)
influência (s) que colaboraram na carreira do Sepultura Legacy?
Raffael Fonseca – Todo background da cena metal dos 90s. Kreator,
Slayer, Metallica, Pantera, Motorhead e as bandas brasileiras: Overdose,
Dorsal Atlântico, Korzus são sons que ouvimos até hoje, são sons imortais.
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- O Sepultura Legacy precisa se aprimorar mais em ...
Raffael Fonseca – eu vejo que agora é deixar fluir. O nosso
sonho seria rodar o mundo apresentando esse legado do Sepultura que ficou
perdido. Pessoas de fora, Espanha, EUA, Rússia, Índia, Argentina. Todos eles
entram em contato, mandam mensagens perguntando quando a gente vai pra lá. Mas
existem vários empecilhos pra levar uma banda independente pra fora é muito
difícil, a gente conseguir por recursos próprios. Mas o nosso sonho é esse
profissionalizarmos no sentido de levar o nosso som pra fora do Brasil.
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- Qual o diferencial do Sepultura Legacy?
Raffael Fonseca – o diferencial nosso está mais na energia das
apresentações ao vivo, claro que junto do trabalho musical que nós fazemos pra
poder tirar com fidedignidade todo aquele álbum musical que está ali sendo
apresentado. E ao mesmo tempo levar a experiência do show do Sepultura para os
fãs do Sepultura. Eu acho que o principal pro fã é esse, é um presente de fã
pra fã. O nosso diferencial é esse, troca de energia, tanto eles quanto a
gente. È o que o Sepultura sempre fez. Porém, o nosso diferencial para as
outras bandas é justamente esse retrato antigo do Sepultura para os dias de
hoje.
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- Como é a receptividade do público?
Raffael Fonseca – a receptividade é fantástica, principalmente
após o show. Por mais que o fã está ali pra ver uma banda tributo do Sepultura
ele ainda fica impressionado após o show, de ver aquela energia igual o
Sepultura era. E quem nunca tinha visto o Sepultura, já teve casos de chegarem
agradecendo porque só conheciam por vídeo não sabiam como que eram os shows do
Sepultura e agora tem uma noção de como era. E isso é fantástico pra nós porque
estamos apresentando um trabalho bem feito e é de coração, de paixão. Principalmente
quando tocamos aquelas músicas inesperadas do dia e sempre tem uma ou outra na
plateia que é a música preferida dele que vai chegar e vai querer trocar uma ideia
depois do show e isso é muito impactante.
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Blog Underground Alessandra Paim Jornalista - Qual o álbum do Sepultura que mais marcou/impactou na carreira da banda e por quê?
Raffael Fonseca – o álbum do Sepultura que mais marcou pra nós
diverge um pouco entre os integrantes. Mas a maioria concorda com Arise.
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Raffael Fonseca – nós fizemos shows memoráveis em São Paulo no
La Iglesia, Campinas no Woodstock Music Bar, Governador Valadares na casa
Garajão. Mas no ano passado teve 02 lugares especiais: Salvador, BA e em Aracaju, SE. Em Aracaju foi
insano só tinha fãs Old School, True Metal, Sedento pra Deus Sepultura antigo e
o show foi arrebatador do início ao fim. Foi uma troca muito grande de energia
e nós pretendemos voltar pra todas essas casas novamente e levar pra outros
lugares que precisam ver esse show do Sepultura.
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Raffael Fonseca – a visibilidade das bandas covers são
diferentes das autorais. O cover às vezes é meio de sustento e outras é hobby
de fã pra fã. Já o autoral no Brasil não tem como meio de sustento,
principalmente no metal. È pela paixão mesmo. Teria de ter mais espaço para o autoral
como no cover e não deveria ter competição entre ambos os estilos porque tudo é
música, tudo é paixão pela música, paixão pela energia e dentro da música, tudo
é valido.
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Blog Underground Alessandra Paim Jornalista -Projetos para meio e final de 2026.
Raffael Fonseca - dentro do nosso projeto desse ano, pretendemos
continuar explorando o Lado B da fase de Ouro (fase do Max, Igor, Andreas e
Paulo). Esse ano tenho focado ao trabalho autoral, também. E continuar
representando o trabalho com Sepultura, levando a todos lugares possíveis, onde
estiver um fã do Sepultura a gente quer levar o som pra ele.
Blog Underground Alessandra Paim Jornalista
- Qual a importância na sua visão de bandas cover para o rock?
Raffael Fonseca - eu penso que o cover é importante
principalmente quando a banda representa algo que já passou e não volta mais. É
uma oportunidade pro fã se deleitar, curtir aquilo que não existe mais no
presente. Por exemplo; orquestras sinfônicas, filarmônicas são bandas covers
Sebastian Bach, Vivaldi, Mozart não estão mais vivos. A música é eterna, o
trabalho é eterno. Então, a gente tem esse trabalho de poder representar aquela
obra de um compositor e trazer como uma banda cover. São esses tributos, homenagens
que nós precisamos do cover tanto quanto o autoral em respeito às obras que não
podem morrer por sua importância.
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Blog Underground Alessandra Paim Jornalista
- Qual a próxima apresentação?
Raffael Fonseca – a
agenda segue aberta. Por enquanto somente em BH, shows em bares da região.
Estamos querendo fechar shows em Goiás, Distrito Federal já temos uma conversa
em alguns contratantes da região e quem sabe voltar em lugares que já passamos.
E uma vontade nossa é ir pra Rio de Janeiro que ainda não fomos. Estivemos em São
Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e talvez Sul do Brasil, também. Tem uma
galera que manda mensagem pra gente lá do Sul, galera de Curitiba, Porto
Alegre, Santa Catarina. Quem sabe nós conseguimos atingir algum contratante da
região e levar o Sepultura Legacy para os fãs do Sepultura.
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- Raffael, vocês pensam em algum projeto para autorais num futuro próximo?
Raffael Fonseca – eu
estou voltando a escrever, tenho o meu projeto que chama Gorvok e já tem
a página no Instagram e a galera já começou a seguir lá. Em breve vamos lançar
em todas as plataformas, Spotify, Youtube. Basicamente muitas coisas que eu
escrevi nos 90s, talvez repaginado, mudado alguma coisa ou outra. Mas muita
coisa recente de agora, do momento atual. Em breve o Gorvok vai estreiar
e é mais uma banda brasileira com a influência do Sepultura.
Blog Underground Alessandra Paim Jornalista
- O que foi mais difícil no início da carreira pra vocês?
Raffael Fonseca - o mais
difícil foi a pandemia, foi o período que a banda começou e foi justamente
quando entrou a pandemia e teve o lockdown e eu já estava com a banda reunida e
já iniciando os ensaios. Foi muito difícil, ensaiar com máscaras e foi um
período muito conturbado já com repertório pronto e não podia tocar, esperando
os shows voltarem aos poucos e iniciar os trabalhos. Mas ao mesmo tempo foi uma
fase boa porque eu consegui parar o meu trabalho pra poder montar esse projeto.
Como trabalho com shows e eventos, com produção técnica desde 96 então tem uma
agenda muito corrida e a pandemia serviu pra dar aquela freada e tirar esse
projeto do papel e virar realidade. Ao mesmo tempo que teve a fase ruim pra
área musical, foi uma fase boa porque ela foi criativa, conseguimos usar o
nosso ócio daquele momento e se reinventar e criar. Esse foi o período mais
difícil.
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Blog Underground Alessandra Paim Jornalista
- Contatos para shows
Raffael Fonseca – principal
contato é meu celular 31 8872-2852. Tem o nosso e-mail sepulturalegacy@gmail.com – redes
sociais – Instagram @sepulturalegacy – Facebook Sepultura Legacy.
MENSAGEM
"Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs do
metal, principalmente para os fãs do Sepultura! Aqueles que vivenciaram a época
de ouro do Sepultura, nunca parar de escutar as músicas, nunca parar de escutar
os discos, seja em MP3, seja por plataformas streaming e mostre para a nova
geração, aos seus filhos o som do Sepultura. Quando a música é bem feita ela é
eterna e cabe a nós carregar esse legado pra frente e deixar essa música viver
eternamente e o Sepultura nunca vai acabar e o legado vai continuar sempre
vivo. Obrigado ao Blog Underground! Estamos juntos nessa caminhada, valeu”!
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