EXCLUSIVA DO BLOG DIRETAMENTE DE MOÇAMBIQUE - ÁFRICA - BANDA NÉVOA DO DESERTO

 

 Do Marrabenta ao rock alternativo - a evolução musical de Moçambique

Nosso diferencial é a autenticidade, a banda se dedica ao ativismo, nosso som é único, Dickson Machanguana.

 

    

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  A banda africana de Moçambique Névoa do Deserto está na cena rock há 17 anos. È uma banda de rock alternativo, criando uma sonoridade rica e texturas dinâmicas. Já participaram de grandes eventos dentro do cenário como: Gorofest, Maputo Hard Rock, Rockfest, participaram de festivais como batalha do sognage em Johanesburg onde trocaram experiências com metal africano. Tocaram também nas casas noturnas na cidade de Maputo no Bar Gil Vicente, Casa da Cultura, África Bar, Bar dos Amigos, Núcleo de Artes e entre outros.No primeiro ano da criação da Nèvoa do Deserto a banda lançou seu 1° EP  com 04 músicas que encontram-se disponíveis no soundcloud e o vídeo da música “Pfumela”. Atualmente a banda é composta por  Dickson Machanguana - voz e guitarra, Dinis Tivane - guitrra baixo, Orlique Mondlane - guitarra solo e Sidonio Sengo, bateria. Dickson destaca as bandas que contribuíram para a identidade da Névoa do Deserto: Rockfeller, Golpe de Estado Uns e Outros, Africans Jazz, Legião Urbana e outros.O vocalista da banda Dickson Machanguana reforça que estão trabalhando para finalizar o álbum “Sonho de Imigrante” ainda sem previsão para o lançamento. Dickson declarou que o maior sonho do músico como banda e carreira solo é tocar no Brasi,l entrelaçar a cultura musical africana junto com a brasileira. Nossos agradecimentos Dickson e e a banda Névoa do Deserto pela super entrevista concedida para o blog underground! Ficamos felizes em conhecer a história da banda e suas origens e cultura africana! Desejamos sucesso e esperamos a Névoa do Deserto aqui no Brasil, nos prestigiando com seu trabalho de excelência! Viva o rock! Viva o rock alternativo! Viva o underground africano!

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Como a herança musical de Moçambique (como a Marrabenta, a Timbila ou o Tufo) influencia o som do rock alternativo de vocês?

Dickson Machanguana – a herança musical de Moçambique tanto Marrabenta, Timbila ou Tufo influencia do rock alternativo trazendo como resultado final o nosso rock onde podemos ter aquele som mais nosso, tradicional e o componente rock.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - De que maneira vocês equilibram as raízes tradicionais moçambicanas com as influências do rock?

Dickson Machanguana – uma das maneiras é a versatilidade, como por exemplo, meu recente álbum que trago blues, rock e o rock fusão com jazz. È dessa forma que fazemos, existem algumas casas que são muito escassas, que aceitam o rock 100 % então, uma das maneiras que a gente acaba usando pra garantir a sobrevivência, principalmente pra nós que escolhemos viver de música a gente equilibra fazendo ou trilhando um caminho da versatilidade pra poder garantir espaço em ambas as partes.




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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Quais são as bandas ou artistas moçambicanos ou africanos em geral que mais moldaram a identidade musical de vocês?

Dickson Machanguana – Rockfeller, Golpe de Estado Uns e Outros, Africans Jazz e Legião Urbana.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Como funciona o processo de composição da banda? As ideias surgem a partir de jam sessions ou há um trabalho focado na letra antes?

Dickson Machanguana – o processo de composição da minha banda é tão simples. Em primeiro lugar, tive a sorte de viver em uma vila onde o relevo me beneficia tanto por causa das montanhas, não tem muita planície, então eu vejo tudo de cima e a inspiração facilmente vem me abraçar. Eu costumo compor e levo a ideia para o estúdio, no momento do ensaio eu exponho a minha ideia e depois trabalho essa música em termos de execução.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Sobre os idiomas: vocês optam por cantar em português, em inglês ou em línguas locais (como Changana, Macua, etc.)? Como essa escolha afeta a mensagem?

Dickson Machanguana – a gente optou por fazer uma inclusão porque a gente vive perto da Àfrica do Sul onde tem os seus dialetos e um dos dialetos mais falados é zulu. Então, a gente canta em zulu, changana, português e inglês. Como forma de garantir maior abrangência nas nossas mensagens isso garante que o músico tenha mais popularidade em termos de formas como as pessoas acessarão nossas músicas.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Como vocês descreveriam a cena do rock e da música independente em Moçambique, atualmente?

Dickson Machanguana – a cena do rock e da música independente em Moçambique está ótima! Existem músicos que dão o sangue nessa causa de maneira de mostrar seus trabalhos como existem festivais que abraçam as bandas, alguns patrocinadores que apoiam as bandas. Não com a gente sonha, mas a gente faz aqueles eventos a nossa maneira. Mas a cena está boa e paralelamente temos as plataformas de batalhas de bandas Festivais que tem sido um meio de trocas de experiências com bandas de outros países africanos e isso fortalece a cena.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Quais são os maiores desafios e vantagens de fazer rock alternativo em um mercado onde a preferência geral é por outros ritmos?

Dickson Machanguana – um dos maiores desafios em primeiro lugar, são aqueles que os ouvintes dizer que estamos promover a cultura dos outros e é o nosso maior calcanhar de Aquiles. Pelo comentário chegamos a ter dificuldades de receber com as casas independentes que pagam o cachê, principalmente quando você não é um músico conhecido e a vantagem é que as pessoas escutam rock e às vezes sem saber que estão escutando. Mas se surpreendem quando veem as bandas tocar rock, você vê muita gente dançando ou a mexer o pé, abanar a cabeça e saltitar. E quando tem alguns eventos e coincidem quando tem gente de outros continentes que vê o rock como algo bom, admirando as bandas de rock com uma boa pegada.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - O público moçambicano tem sido receptivo a sonoridades alternativas? Como é a relação de vocês com os fãs nos shows?

Dickson Machanguana – o público tem sido receptivo e a nossa relação com os fãs nos shows é muito boa e quando tem um show de rock é como se fosse um dia de festa para o público.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Como vocês veem o acesso a estúdios de gravação e à tecnologia no país para bandas independentes?

Dickson Machanguana - não tem sido fácil pra todos, há fatores financeiros que impactam. Existem bandas que tem condições, que conseguem gravar tudo em um show ao vivo e as bandas que não têm condições financeiras não sabem nem como fazer pra poder concretizar seus sonhos. Mas improvisam como podem para mostrar seu trabalho.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Projetos futuros

Dickson Machanguana – nossos projetos futuros é iniciar com mais transações o álbum “Sonho de Imigrante” e fazer parcerias com os músicos do Brasil. E falo como Dickson Manchaguana, meu projeto futuro é preparar o meu 3° álbum chamado “Novo Sentido” e convidar aos ouvintes que já conhecem o álbum no Spotify. Um dos álbuns da minha carreira solo que lancei em 2023. Essa semana acabei de lançar o álbum “Eu Andei” que tem uma rica versatilidade de ritmos e alguns são brasileiros e não fugir da regra, componente rock que é a minha válvula de escape (risos). Convido todos a ouvir no Spotify.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Se vocês pudessem mudar algo na indústria musical local para ajudar mais bandas de rock, o que seria?

Dickson Machanguana – primeiro, teremos que quebrar a barreira dos estereótipos que circulam poraí de pensarem coisas que não sãos boas do músico rockeiro. Outra, seria abrirmos oportunidades, promover grandes festivais para as bandas de rock poder divulgar seu trabalho. Pedir para a mídia e ao Ministério da Cultura prestar mais atenção sobre o trabalho que nós rockeiros fazemos. Porque a gente representa o nosso país dentro e fora e só precisamos de um impulso para podermos chegar lá.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Liste as músicas autorais e que cada uma significa.

Dickson Machanguana – temos a música chamada “Pfumela” é uma música que não falta em todos os concertos. “Pfumela” é língua changuana mas em português significa seita. Fala de 2 pessoas apaixonadas, mas negam os sentimentos. A música sensibiliza a pessoa aceitar para parar de sofrer. Tem a música There I go que faz parte do projeto solo do Dickson Changuana que vem para encorajar a pessoa a não desistir dos seus sonhos porque mesmo que sejam difíceis mais com persistências as coisas melhoram.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Há projetos para tocar no Brasil? Quando?

Dickson Machanguana - sim tem projetos, mas não temos previsão. Faz parte do meu sonho. Acredito que um dia iremos ao Brasil, desfrutar dessa emoção.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Qual o diferencial da banda Névoa do Deserto?

Dickson Machanguana - é uma banda autêntica, tem um som único e dedica ao ativismo, apoiando pessoas caídas pra poderem se levantar. Esse é o diferencial que a Névoa do Deserto tem, somos mais autênticos acima de tudo.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Momentos memoráveis para a banda?

Dickson Machanguana – tivemos vários momentos. O primeiro foi quando a gente se reuniu, 2° quando a gente acreditou que seria possível. Conhecemos um amigo voluntário aqui que veio da Alemanha o Niklas Rudolph que nos apoiou muito na formação dessa banda a ponto de fazermos o nosso primeiro concerto e os nossos seguidores estavam lá, mesmo com fortes chuvas ficaram até o final do show e foi algo marcante. Outro que marcou foi quando fomos tocar na África do Sul na Batalha de bandas e foi muito bom e marcante.

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Blog underground Alessandra Paim jornalista - Qual a música mais pedida nos shows da Névoa do Deserto?

Dickson Machanguana – é a música Pfumela que já tem o vídeo no Youtube é a música que sempre tocamos nos eventos de rock.


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MENSAGEM

“A mensagem é seja persistente, acredite nos seus sonhos e levante a nossa bandeira, porque ninguém vai levantar por nós. O rock existe em todo o mundo, o rock é uma realidade e em qualquer canto existe uma banda, existe um rockeiro que vive o rock, que faz o rock. Precisamos ser unidos e sinto que estamos porque hoje eu falo de Ressan Garcia em Moçambique, Maputo, África, mas eu já estou interagindo em São Paulo no Brasil, então já é bom sinal. O que falta é fazer um evento que junta todas as bandas de todo continente, será um evento maravilhoso que durará semanas, (risos). Um grande abraço, obrigado pela oportunidade de poder estar aqui a contribuir a minha ideia, sentimento. Muito obrigado, Alessandra Paim e Marcelo Borges do blog underground, um grande abraço para a equipe do blog, um grande abraço para todos os roqueiros do mundo! O rock jamais irá morrer!”.

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