LEMBRANÇAS MUSICAIS - ENTREVISTA - BANDO DO VELHO JACK

 


Salve nação roqueira!!!

Recordando hoje essa super entrevista que fiz com a banda de rock lendária do MS, Bando do Velho Jack. Lembranças do projeto Expressando com Alessandra Paim e foi feita em 01/05/21.

Agradeço imensamente ao Corvo (Fabio Terra) pela entrevista concedida e aos demais integrantes da  banda do Velho Jack. Um prazer imenso fazer essa entrevista com vocês.

Segue na íntegra, rockers!!


BANDO DO VELHO JACK - a banda Rock’ N’ Roll que ganhou destaque misturando os ritmos do Classic Rock com músicas autorais


Divulgação

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Ícone do Rock in Roll no MS o Bando do Velho Jack foi criado da ruptura das bandas Alta Tensão e Blues Band. Movidos da paixão pelo rock clássico conquistou um vasto público no nosso Estado. Para os integrantes da banda foi um trabalho árduo e desafiador focar um estilo musical como o Rock nas terras do MS, um lugar considerado como a terra do sertanejo. E em Campo Grande na época (95) não tinha lugar específico para tocar rock. Para satisfação da banda, com seus estilos, covers de bandas famosas, releituras musicais como o “Trem do Pantanal e “Cavaleiro da Lua” e principalmente as autorais fez com que o Bando conseguisse romper com pré-conceitos de que o MS era limitado nas músicas sertanejas/raiz e conquistou todos pelas características e gênero musical. Para o guitarrista da banda e arquiteto Fabio Terra (corvo) afirma que para manter uma banda de rock com 26 anos de existência num lugar como o MS tem de ser muito teimoso, persistente e gostar muito de rock.” Paramos um tempo de tocar e nossos fãs começaram a pedir para o Bando do Velho Jack voltar aos palcos. Voltamos a ativa pelos nossos fãs, eles são o nosso combustível para seguir em frente. Tocamos porque gostamos, não dá pra viver de música, de Bando, temos o nosso sustento por trabalhar em outras áreas, não dependemos de música pra viver” destaca o guitarrista. Fábio explica da falta de reconhecimento e falta de valorização da música em geral no Brasil/MS. Ressalta ainda que para que a música, a arte em geral seja mais valorizada tem que começar dentro de casa. Os pais incentivando seus filhos desde pequenos a gostar de tocar algum instrumento musical e aprender a valorizar desde o início a importância da arte musical na vida deles. A Página Expressando com Alessandra Paim teve um super bate papo com o Fábio Terra guitarrista do Bando do Velho Jack, conhecido como “corvo” que falou toda a trajetória da banda desde o início até os dias atuais. Falou dos integrantes, das músicas autorais que foi o destaque do Bando aqui no MS, falou das dificuldades que passaram no início da banda até hoje, falou dos shows, dos fãs, dos estilos e a identidade da banda. Falou da experiência única da Live que a banda fez em época de pandemia, dos projetos futuros, das novas composições e muito mais! Fábio o meu muito obrigada pela entrevista concedida, foi um prazer imenso conversar com você e conhecer mais a fundo a história e origem dessa banda tão querida e admirada por todos pelo seu estilo próprio de tocar o bom e velho Rock’n’ Roll. Agradeço também ao Rodrigo Tozzette por conceder a entrevista para a página. Meus parabéns a todos os integrantes do Bando do Velho Jack pela coragem, ousadia, persistência e amor ao Rock em manter até hoje, mesmo com os desafios e dificuldades que a banda já passou. Desejo muito sucesso e que o Bando sempre nos prestigie com o seu estilo incomparável de tocar Rock’ n’ Roll.

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Expressando com Alessandra Paim - Como surgiu o Bando do Velho Jack?

Fábio_Corvo - O Bando do Velho Jack surgiu da separação de 02 bandas conhecidas na década de 90 aqui em Campo Grande. A banda Blues Band que tocava o Bosco, Marquinhos, Fabio Brum, Renato Fernandes e a banda Alta Tensão que era composta pelo Bosco, Alex Batata, Edson Davi. Com essas 02 bandas começaram a tocar e o Alta Tensão tinha acabado e o Blues Band veio suprir uma necessidade que tinha na cidade sobre tocar blues/rock. E num determinado momento a Blues Band começou a se separar. Nessa separação, Renato Fernandes e Ednei da Blues Band montaram o Bêbados Habilidosos. Já o Marquinhos junto com Fábio Brum, Bosco e o Batata do Alto Tensão montaram uma banda, mas não tinha nome. Da Blues Band nasceu o Bêbados Habilidosos e naquela época a banda Jack Daniel’s que era composta pelo Bosco, Alex Batata, Fabio Brum e o Marcos Yaillouz. E assim começaram a tocar pelos barzinhos, que naquela época nem tinha muito barzinhos, mas começaram fazer o circuito que dava o espaço.

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Expressando com Alessandra Paim - Origem do nome Bando do Velho Jack.

Fábio_Corvo – Como a banda tinha um nome genérico de Jack Daniel’s e esse nome era o nome de whisky muito conhecido. O Marquinhos naquela época, mandou um e-mail para a Jack Daniel’s informando que estava usando o nome e se tinha algum problema. A Jack Daniel’s respondeu que não poderia usar o nome de Jack Daniel’s que se tratava de uma marca muito conhecida e que ninguém estava autorizado a usar. E também levando em consideração, deveria ter pelo menos no Brasil umas 3 mil bandas com o nome de Jack Daniel’s que é uma coisa super original, uma banda de rock ter o nome de whisky. Então eles resolveram mudar o nome, mas que remetesse ao Jack Daniel’s a banda Jack Daniel’s que já tinha montado há quase 01 ano. Nessa busca pelo nome influenciado por bandas como James Gang ou bandas que tem assim George Thorogood & The Destroyers, Doobie Brothers, Allman Brothers então sempre tem aí a gang, os brothers então eles criaram a Gang do Velho Jack, mas soa muito brega, concorda comigo? Então eles trocaram para o Bando do Velho Jack.

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Expressando com Alessandra Paim – Integrantes

Fábio_Corvo – Fabio Terra (corvo), guitarra, Marcos Yallouz (Baixo), Alex Cavalieri (teclado) Rodrigo Tozzette (vocal e guitarra) e João Bosco (bateria).

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Expressando com Alessandra Paim - Músicas autorais

Fábio_Corvo – as músicas autorais começaram a entrar no repertório do Bando quando eu entrei na banda. Eu sempre tive esse lado de compor. Era um pouco difícil, a gente tinha um pouco de medo de mostrar as músicas próprias, naquele tempo era muito difícil você ter um trabalho autoral. Eu insisti com os caras e tive apoio do Rodrigo nessa questão. E quando teve a inscrição para o Skol Rock nós inscrevemos uma música minha que chama “Cão de Guarda” que a gente tinha gravado numa demo, que seria o esboço do 1° disco. Deixar bem claro que no primeiro momento da banda em 97 a gente dava mais prioridade para releituras e covers do que para as músicas próprias. Mas como fomos selecionados para o Skol Rock e ganhamos a etapa do centro-oeste, essa coisa de tocar música autoral de repente nos pareceu uma boa ideia. As pessoas gostaram e a gente conseguiu se dar bem, deu a ideia que poderíamos continuar e seguir em frente nesse projeto de fazer música própria. No primeiro momento eu tinha algumas músicas que entraram no primeiro disco que são “Cão de Guarda”, “Corda Bamba” e a famosa “Palavras Erradas” e tinha uma instrumental também. Com o passar dos anos nós fomos eliminando os covers e as releituras dos shows e dos discos e passando a tocar um repertório, um setlist com mais de 90% de música autoral, isso foi uma coisa que a gente veio fazendo com o passar do tempo, e no meu ponto de vista, foi o que fez a banda existir até hoje, foi o que fez a banda ter uma identidade própria, ter uma cara, ser o Bando do Velho Jack. Chegou num ponto em que a gente tocava as músicas de quem a gente gostava e a agente não fazia cover, a gente tocava da nossa maneira, então essa música que a gente tocava que era um cover ela acabava virando uma música quase nossa e fizemos isso em todos os discos. A gente colocava um clássico do rock mundial, um clássico do rock nacional e um clássico da música regional. Eram sempre 10 músicas, 03 músicas eram sempre com esse tipo de roupagem.

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Expressando com Alessandra Paim - Shows pelo Brasil

Fábio_Corvo – quando lançamos em 98 “O procurado” começamos a fazer alguns shows fora de Campo Grande. Nesse primeiro momento de 98 quando teve toda essa exposição a gente tinha uma banda de rock que tinha 01 CD, teve umas boas críticas em revistas especializadas naquela época, alguns sites também, os blogs falavam da gente. Começaram pipocar pelo Brasil encontros de moto, uma coisa que virou febre. E esses encontros de moto eram em outros Estados. E tocamos em quase todos os encontros de moto importantes do Brasil. Tocamos em vários Estados: SP, PR, MT, DF, GO, RS. Foi muito legal.

Divulgação

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Expressando com Alessandra Paim - Qual a “pegada” musical do Bando do Velho Jack?

Fábio_Corvo – Nós somos uma banda essencialmente de classic rock. É a banda que toca com a influência de Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, Allman Brothers, Humple Pie, Lynyrd skynyrd, Bad Company.

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Expressando com Alessandra Paim - Fale um pouco dessa mistura de melodias transformadas numa versão mais Rock’ n’ Roll?

Fábio_Corvo – basicamente o que a gente faz é pegar a letra da música, preservar a harmonia, a estrutura da música de alguma maneira e tentar encaixar isso no rock. Não tem muito mistério nisso, algumas versões que a gente faz não dão certo e ficam pelo ensaio mesmo e outras pegam muito bem e mantemos no repertório. Pra tocarmos Trem do Pantanal que era uma versão em blues do Alex Batata, ela foi pra frente pq ficou mto legal nessa versão. Cavaleiro da Lua por exemplo, mudamos totalmente, eu fiz o arranjo, tipo Southern Rock baseado numa música do Allman Brothers.

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Expressando com Alessandra Paim – Qual foi a maior influência musical pro Bando do Velho Jack?

Fabio_Corvo- não teve uma influência. Nós fomos influenciados por “n” bandas dos anos 70 de Beatles, Rolling Stones até todas as bandas que chegaram em 79.

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Expressando com Alessandra Paim - Quais as influências dos clássicos regionais?

Fabio_Corvo – a gente é uma banda do MS e todo mundo aqui cresceu ouvindo as músicas daqui. Então compositores daqui como Geraldo Espindola, Almir Sater, Paulo Simões, Guilherme Rondon, Jandir e Benites, Dino Rocha, Celito Espindola, Família Espindola inteira, Geraldo Roca. A gente cresceu ouvindo todos esses clássicos e naturalmente colocamos essas influências dentro da nossa música não foi uma coisa proposital ou pretenciosa, a gente colocou pq a gente tocava Trem do Pantanal e achava legal e de repente começou a tocar músicas que a gente gostava. A gente acabava colocando o nosso molho na música regional e ficava mto legal e nos divertíamos pra caramba fazendo isso e o mais importante que os compositores achavam isso muito legal.

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Expressando com Alessandra Paim - Como é manter uma banda de Rock' n’ Roll há 26 anos no MS?

Fábio_Corvo – É difícil cara, você tem que ser meio teimoso, né? o Brasil está sofrendo uma onda de empobrecimento cultural onde a trilha sonora é o sertanejo, o pagode o axé quando não são essas 03 vai rodando isso. E o rock sempre é colocado no segundo plano e moramos num Estado que é totalmente sertanejo. Temos um problema pra gente que gosta do estilo rock, acaba tocando num lugar que não tem muita gente que gosta, a maioria das pessoas preferem sertanejo. Pra manter a chama acesa tem que ser com mta teimosia, então assim, temos que ter força de vontade, foco, ser teimoso e gostar mto do rock. Acho que ter uma banda de rock por 26 anos o fato é o seguinte, a gente não ficou milionário, não ganhamos dinheiro com isso, a gente ganha uma visibilidade, as pessoas gostam da nossa música, do que a gente faz. Pra manter isso só gostando mt de tocar rock, pra banda durar muito tempo, esse é o grande segredo.

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Expressando com Alessandra Paim - Fãs do Bando do Velho Jack.

Fábio_Corvo – eu não sei muito bem responder essa pergunta porque os primeiros fãs do bando eram os nossos amigos. Até hoje eu fico impressionado quando eu encontro alguém que é fã do Bando do Velho Jack sem nunca ter falado comigo sem nunca ter falado com ninguém da banda. Pode parecer bobagem isso, mas até hj eu sinto esse estranhamento. Confesso que fico tímido quando alguém vem e me aborda em algum lugar e fala que é fã do bando e escuta as minhas músicas, ou fala que casou por causa da música “Palavras Erradas” ou que o bando fez parte da minha adolescência, da minha faculdade. Isso é que é eu vejo e temos bastante fãs, que nos acompanham, fãs que gostam e fãs que nos entendem e acho que isso é o mais importante. O Bando deu uma pausa na carreira num período de 04 anos atrás, estávamos cansados de tudo, a gente só resolveu voltar a banda por causa dos fãs. As nossas mídias sociais na época, só tinha o Facebook, a nossa página continuou crescendo, mesmo com a gente sem tocar. Continuou aumentando o número de seguidores da gente atrás das nossas músicas, à procura de CD’s. Nós resolvemos voltar por causa dos fãs, pq as coisas já foram mt duras pra nós em relação a mta coisa, grana, reconhecimento. A gente se empenhando, fazendo tudo que podia fazer e demora p vir esse reconhecimento financeiro que talvez nunca tenha aparecido, (risos). Então é isso, a gente toca para os fãs, eles são o nosso maior combustível.

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Expressando com Alessandra Paim - O que precisa melhorar para que os artistas musicais possam ser mais valorizados?

Fábio_Corvo – No Brasil cara, não sei dizer, acho que tem que mudar tudo. Porque no Brasil artista não é valorizado. Só é valorizado se ele aparece em programas de TV e em Reality Shows. Se você tem uma música e toca pra 15 pessoas ela é uma boa e bonita que chama a atenção das pessoas, raramente ela vai ser valorizada. Pra valorizar o artista, tem que valorizar todo mundo, teatro, pintura a valorização começa dentro de casa que o pai e mãe explica pro filho que música é importante, que o artista é importante. Isso a gente não tem, há mais de 10 anos a gente não vê um escritor na mídia. Não tem um cantor novo bom com letras inteligentes, estourando na mídia. Temos um monte de pseudo-artistas que estão mais preocupados em aparecer e ganhar likes em redes sociais do que praticamente mostrar uma música coerente de qualidade, um exemplo. Para a valorização da classe artística musical tem que começar dentro de casa, os pais incentivarem os filhos a tocarem algum instrumento, cantar talvez, e como vai cantar hoje em dia, o que eles vão cantar? não temos exemplos e influências e aí essa criança vai crescer sem valorizar a arte, a música e vai se tornar um adulto que acha que a arte é em segundo plano.

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Expressando com Alessandra Paim - Qual foi a maior dificuldade da banda no início da carreira?

Fábio_Corvo – a maior dificuldade da banda no início da carreira foram lugares pra tocar, a gente não tinha lugares pra tocar com uma estrutura, não tinha bons cachês, não existia mta gente ligada em rock. Imagine uma banda há 26 anos atrás tentando tocar rock no MS onde só tinha 01 lugar pra tocar.

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Expressando com Alessandra Paim - Como a banda concilia o trabalho musical com a vida pessoal?

Fábio_Corvo – cada um da banda tem a sua vida pessoal, só consegue conciliar pq a família tem que entender que tem o dia do ensaio, o dia do show. A vida pessoal e a vida de artista são uma coisa só, vc tem que criar alguns filtros. Essa é a minha opinião.

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Expressando com Alessandra Paim - A música mais pedida do Bando do Velho Jack.

Fábio_Corvo – a música mais pedida sem dúvida é “Palavras Erradas”.

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Expressando com Alessandra Paim - Qual foi o show mais marcante pra banda?

Fábio_Corvo – Eu acho que todo mundo vai concordar que foi o Skol Rock daqui em 98, que nós ganhamos e o show da final do Skol Rock onde a gente abriu, tocamos para 30 mil pessoas com transmissão ao vivo da MTV naquela época era a emissora voltada para a música. E teve como headline da noite o Iron Maiden e o Halloween. Foi o show mais importante que fizemos, dentre outros, mas esse foi o que mais impactou pra banda.

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Expressando com Alessandra Paim - Dá pra viver bem apenas com música?

Fábio_Corvo – não dá (risos)...viver financeiramente do Bando do Velho Jack com as nossas músicas de cachês não dá pra viver. Todo mundo na banda tem os seus compromissos e outras atividades. Toda segurança que a gente tem vem dos nossos outros trabalhos. Por um lado, é uma coisa boa, pq a gente não fica precisando tanto do bando assim, pra viver. Isso pode ser bom pra um lado, a gente não abre concessões de tocar tal estilo ou ter que agradar mtas pessoas. No primeiro momento a gente agrada a nós mesmos e depois a gente agrada os fãs. O retorno financeiro eu penso que tem que vir pelo reconhecimento, pelo tempo de existência da banda com alguns sucessos aqui na cidade, no Estado e talvez no Brasil. Ela tem que ter o mínimo de reconhecimento e esse mínimo de reconhecimento é um cachê que a gente cobra pra poder tocar e esse cachê é de longe uma coisa que poderíamos viver bem.

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Expressando com Alessandra Paim - Em época de pandemia, há novas composições musicais do Bando do Velho Jack?

Fábio_Corvo – sim, existem inúmeras composições, algumas já gravadas. A pandemia veio e deu uma atrasada no cronograma de lançamento de um trabalho novo. A gente estava indo com um gás todo, gravando e deu essa atrasada, as pessoas estraram em quarentena e a gente está esperando melhorar. O show do Bando do Velho Jack não pode ser um show pra 10 mesas, ne? É um show no mínimo para 600 pessoas e no momento isso está fora de cogitação. Algumas composições estão finalizadas e outras com rascunhos gravados, mas estamos com 10 músicas.

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Expressando com Alessandra Paim - Live do Bando do Velho Jack. Como foi a experiência? Já que a banda estava acostumada a tocar para uma multidão de fãs.

Fábio_Corvo - Foi um show diferenciado pra todo mundo. Talvez tenha sido um dos públicos que a gente mais atingiu, tivemos 8 mil pessoas vendo o bando ao mesmo tempo, simultaneamente. Nós tivemos um engajamento que foi mto grande, porém, no dia da live tinha 08 pessoas que era a equipe que estava tomando conta, e isso é muito frio. Foi diferente vc sabe que está tocando pra 8 mil pessoas, mas elas não estão lá. Foi uma experiência inusitada, entrou pra história.

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Expressando com Alessandra Paim - Qual a visão da banda com as novas gerações? É uma geração mais tendenciosa ao estilo Rock’ n’ Roll? Fale um pouco.

Fábio_Corvo - as novas gerações do rock elas como sempre são impacientes, então elas querem coisas novas, coisas rápidas. A gente não tem o rock no mainstream. O mainstream é o que passa nas TVS, nos canais, é o que está no Spotfy são pessoas que têm dinheiro pra dominar este mercado. E no Brasil quem manda nisso aí é o sertanejo, alguns artistas que tem esse cacife pra pagar. Mas nós nunca tivemos tantas bandas de rock no Brasil e no mundo, hoje em dia você ter uma banda de rock, um computador você pode gravar o seu disco, o seu EP e soltar no Spotfy. Ao mesmo tempo a nova geração tem mta gente que gosta de rock, mas também tem mta gente que gosta de outros estilos, tem lugar pra todo mundo. Eu não posso dizer que essa geração é uma geração Rock’ n’ Roll, não é igual a geração que foi do Rock in Rio que todo mundo foi pro Rock’ n’ Roll, todo mundo queria ouvir rock, todo mundo ouvia rock nacional, Legião Urbana, Paralamas, Barão Vermelho e isso acabou, foi uma fase e nunca mais vai voltar. Atualmente estamos em outra vibe e cada geração nova gosta de outro estilo musical. O rock tem seu espaço e me atreveria dizer que o rock voltou para o lugar que sempre esteve, que é o underground. No mundo inteiro isso, vc vê no EUA ele continua no underground, saiu do mainstream, no Brasil, ele voltou pro underground.

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MENSAGEM

"Todo mundo deve seguir o seu sonho, deve ser teimoso naquilo que você quer fazer. Vai ouvir um monte de não, vai ouvir muita gente falar que você não serve pra fazer isso. Mas se gostar realmente do que está fazendo vc vai chegar onde vc quer. Isso é o espírito do Rock’ n’ Roll o rock é uma coisa de liberdade, tem que fazer o que mais queremos, dentro do possível. Não desista do que você quer, persista, estude todos os dias pra conseguir fazer o melhor que vc pode para realizar seu sonho," Fábio Corvo

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