HISTÓRIAS NO UNDERGROUND - BANDA EVIL SENSE
“A gente tenta fugir de rótulos e tenta criar a nossa identidade”, guitarrista Thiago (suco).
| Divulgação |
A banda Evil Sense há 25 anos de estrada trabalhando dentro
do underground brasileiro, tendo como base o thrash metal oitentista e
atualmente a banda incluiu no som do Evil Sense o death e heavy metal. Além de incluir
no setlist as influências dos 04 integrantes da banda, criando sua própria identidade.
Já tocaram em diversos festivais dentro do cenário metal. Sua discografia é
composta por 03 demos e 2 full lengths e 1 vídeo-clipe: Horseman of Apocalypse
- 2002 (Demo); Coma of Your Brain - 2006 (Demo); In Thrash We Trust - 2013
(Demo); Fight for Freedom - 2017 (Full Length); Drink from HELL - 2024 (Full
Lenght). Seus projetos em andamento: lançar seu 3° álbum, gravar mais um clipe
e fazer uma turnê em toda parte do Brasil e fora (futuramente). O próximo show
da banda Evil Sense será no dia 21 de dezembro no festival Fúnebre Metal FEST
2025 1°edição em São Paulo. O blog entrevistou o guitarrista da banda, Thiago (suco) que falou um pouco da história e origem da banda e as
atualidades dentro da cena metal. Fica o nosso muito obrigada Thiago e aos integrantes
da banda e desejamos sucesso e muito metal na veia!
Blog Alessandra Paim Jornalista - Maiores influências para
Evil Sense
Thiago (Suco)_ somos em 4 integrantes e cada um tem uma
vertente que fala mais alto. Basicamente o Evil Sense tem a sua essência ali nos
80s. Como base temos o thrash metal, mas como mencionei que temos 04
integrantes e cada um tem uma vertente e dentre as suas influências o thrash, o
heavy metal tradicional temos o death metal também. A gente pega todas essas influências
pra criar o nosso som. A gente tenta fugir de rótulos e tenta criar a nossa identidade.
Mas não tem como deixar de citar como base principal das nossas influências o
thrash metal dos 80s que é a fonte que a gente bebe hoje e sempre beberemos dessa
fonte. Acrescentando sempre outras influências.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Pontue eventos e festivais
que a banda já participou
Thiago (Suco)_ temos 25 anos de estrada. A banda já tocou em vários eventos e festivais. O que podemos falar em alguns eventos e festivais foram muito bons em relação a estrutura e público. Outros, nem tanto pelo mesmo motivo, na maioria dos casos por conta da estrutura e quando a gente fala de estrutura não é a gente chegar e ter os equipamentos de ponta. È sim uma preocupação de qualquer banda porque a qualidade do equipamento acaba influenciando na qualidade de som que a gente vai mostrar. Mas a preocupação maior nem tanto é essa e sim em relação da estrutura da casa para o público, também. Se a casa não oferecer um mínimo de estrutura para público em questão da parte sanitária por exemplo, não tem condições do público utilizar, fica complicado. Tem que ter uma estrutura harmoniosa tanto para a banda fazer seu trabalho quanto para o público poder curtir o som.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Projetos futuros e em
andamento
Thiago (Suco)_ a gente está trabalhando no 3° álbum, temos
muitas músicas prontas. Agora que vamos lapidar essas músicas, já temos um conceito
por trás das letras. Outra coisa, que a gente vem planejando um tempo é fazer uma
turnê, tocar no Nordeste e todas as regiões do Brasil e fora, também. È um
sonho nosso! Temos uma ideia de lançar um outro clipe que estamos estudando as
possibilidades e de projetos futuros temos isso em andamento e estamos
trabalhando pra fazer mais coisas, aguardem novidades.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual a música mais pedida
nos shows?
Thiago (Suco)_ a música que o pessoal mais conhece e foi o
nosso carro-chefe por muito tempo foi a “Fight for Freedom" e a “Drink
from HELL". Essa questão de pedir música depende muito do público, se a gente
vai tocar em algum lugar que o pessoal conhece a Evil Sense, eles pedem as
músicas específicas.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Guilherme, qual a sua
visão a respeito da nossa cultura underground? Em comparação como era nos 80s
com nossos dias atuais.
Thiago (Suco)_ em relação ao underground se comparado aos
80s o que a gente pode dizer de bate-pronto que é facilidade que a gente tem no
sentido de conhecer novas bandas, novas vertentes pra quem gosta de algo mais moderno.
Hoje ao mesmo tempo que você tem muito mais lugares pra ir, curtir um som, ver
uma banda, tem a questão da facilidade que acaba atrapalhando, olha só como é
complicado. Hoje o pessoal tem tanta facilidade de ver um som que às vezes não
sei se é preguiça do pessoal, que às vezes prefere ver um vídeo que alguém gravou
que estava lá do que ir lá participar do underground, contribuir pra cena. È muito
comum a gente ouvir a pessoa reclamar que não tem rolê, não tem show. Em contrapartida
essa mesma pessoa não vai no show e quando vai quer entrar de graça, não ajuda
as bandas nem com divulgação, tampouco comprando o material da banda pra fortalecer.
Ou seja, muita gente crítica, mas não contribui pra cena, não fomenta o movimento.
Assim como tem as facilidades, tem as dificuldades ao mesmo tempo. A parte boa
que a gente vê que a molecada mais nova está começando a conhecer mais som por
conta também das facilidades é o lado positivo dessas facilidades da tecnologia,
Internet e etc. A gente tem um exemplo dentro de casa, o filho do Wagner Capu, Vinícius
tem 10 ou 11 anos e já está tocando guitarra pra caramba, faz um som com a gente
ao vivo, então assim a gente ver que a nova geração, também vai manter o legado
que a gente vem há tanto tempo fazendo a cena do underground acesa e a gente
tem a ideia de que isso perdure por sei lá, por mil anos. Comparando com 80s com
hoje, muita gente fala, principalmente o pessoal mais antigo que o 80s era foda
e era e foi um divisor de água mesmo com as dificuldades. Hoje a gente tem
muita facilidade, mas em contrapartida, a gente percebe que algumas partes perderam
um pouco a essência, talvez pela facilidade ou não, não sei, cada um vai ter a
sua visão. Mas underground sempre vai ser underground e a cultura que a gente
vive é algo que a gente gosta que a gente se sente bem dentro dessa cultura underground
eu acho que isso é mais importante.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual o
diferencial da Evil Sense?
Thiago (Suco)_ uma coisa que eu vejo que a gente faz e não é
tão comum na cena. O Evil Sense a gente acaba dividindo um pouco os vocais. Nisso
dá uma outra característica porque são vocais distintos e isso acrescenta um
pouco mais no nosso som e a forma de compor, a gente tenta mesclar um pouco a nossa
influência como o heavy ao death, também. Tendo como base o nosso thrash. A
gente tenta de uma certa forma criar o som com a nossa característica, então
podemos considerar que isso seja um dos nossos diferenciais
Blog Alessandra Paim Jornalista - Qual o próximo show da
banda?
Thiago (Suco)_ próximo show da banda será no dia 20 dezembro
no Fúnebre Metal FEST 2025 1°edição em São Paulo.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Melhores momentos
Thiago (Suco)_ sempre é um ótimo momento quando você realiza
um trabalho e ter um feedback do público, “curtimos o som de vcs”. Isso é legal
pra caramba. Os momentos que marcam mais a gente é quando você finaliza um álbum,
quando você pega a mídia física, depois de tanto esforço e trabalho, você pega ali
concretizado nosso trabalho são momentos inesquecíveis na vida. Até porque é um
registro pra vida inteira. Outra coisa foi quando finalizamos o nosso clipe que
é um clipe profissional que foi da música “Drink for HELL” que também foi um
sonho nosso. E olhar um trabalho pronto assim é um momento sensacional, não só
pra bandas, mas pra qualquer profissional quando você concretiza um trabalho ou
alguma coisa que você sonhou é muito foda.
Blog Alessandra Paim Jornalista - O que poderia melhorar na
sua visão para o Evil Sense?
Thiago (Suco)_ a gente costuma dizer que tudo sempre pode
melhorar, não só pra Evil Sense, a gente falando de underground, de bandas como
citei anteriormente, tudo uma engrenagem. A banda precisa de público que precisa
da casa. Vamos colocar 3 pilares: o público, as casas e as bandas. Pensando em engrenagem
novamente, qual seria o mundo perfeito? Uma casa que desse um suporte legal
pras bandas, tivesse uma estrutura que abrange as bandas e o público. Seria uma
melhora que eu desejaria para o underground, não só para o Evil Sense.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Thiago, numa visão geral
qual foi o álbum da Evil Sense que mais impactou os amantes do estilo?
Thiago (Suco)_ numa visão geral, talvez eu possa dizer que o
“Fight for Freedom" tenha impactado mais no sentido de ser o 1° álbum que
consta algumas músicas das demos e tudo mais. E foi um álbum que ali a gente amadureceu,
também. Teve muita dificuldade até chegar nele em todos os sentidos financeiramente
tecnicamente e tudo mais ali a gente enxerga uma maturidade e também a gente
mostra algo visceral, mesmo perante as dificuldades. E o “Drink for HELL” mostra
além de tudo esse algo visceral e o quanto a gente amadureceu como banda, como músico.
A ideia é sempre crescer e fazer melhor que está dentro do nosso alcance.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Evil Sense daqui 10
anos...
Thiago (Suco)_ 10 anos se parar para pensar passa muito rápido. A ideia nossa que a gente tenha lançado mais materiais, faça muito mais shows que a gente consiga atingir um público maior em lugares diferentes. Temos sempre esperança e batalhando e lutando para que a gente se mantenha sempre firme e forte por mais 30 anos. Enquanto a gente tiver força a gente vai lutar pro metal underground, a gente espera no mínimo continuar fazendo sempre o que a gente gosta de fazer, estar no underground, estar com o público, trocando ideias, se divertindo. Essa é a ideia, a gente espera dar continuidade naquilo que a gente vem fazendo há 25 anos.
Blog Alessandra Paim Jornalista - Contatos para shows
Thiago (Suco)_ tem o nosso canal oficial do Instagram
@evilsense_official
MENSAGEM FINAL para o blog e amantes do metal....
“Antes de mais nada, nós do Evil Sense gostaríamos de agradecer o espaço cedido por vocês, a gente em off havia comentado que o trabalho de vocês pras bandas, pras casas, para o underground no geral é muito importante. Isso fomenta bastante nosso underground, ajuda bastante. È uma constante ajuda entre bandas, zines, flyers, blogs e etc. Onde todos se ajudam e a tendência é que todos cresçam juntos para que a gente possa fomentar a cena. A gente agradece demais o espaço e espera poder contribuir no underground de hoje e sempre. Agradecer aos nossos amigos, pessoal que curte o nosso som, que abraçam o underground e vamos manter a chama do underground acesa, enquanto a gente respirar o metal vai viver! Vamos curtir som, vamos para os eventos, vamos apoiar as bandas não se apoiar nas bandas, por fv! È isso, muito obrigado e a gente se vê nas estradas”.
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